segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Testei: Shampoo Detox - ACQUAFLORA

Um dos produtos que venho testando e gostando bastante nos últimos tempos é o DETOX Shampoo, da Acquaflora:



Fórmula suave, sem sal e sem sulfato, com micro-esferas de vitamina E que, através de uma leve esfoliação, ajudam a revigorar o couro cabeludo. 
Seus ativos de origem vegetal e marinha oferecem múltiplos benefícios, dentre os quais destacamos: limpeza profunda e remoção de resíduos sem prejuízo da cor, química ou da hidratação.
Resultados – cabelos mais limpos, livres de oleosidade, hidratados e brilhantes. O produto também é eficaz no combate à caspa leve.
Bioativo de algas marinhas tropicais: ingrediente verde natural livre de parabenos. Fonte de vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais que protegem o couro cabeludo contra a irritação causada por agentes químicos. Auxilia na remoção de depósitos provocados pela ação de poluentes, cloro e outros produtos. Proporciona uma sensação agradável de cabelos saudáveis, livres de oleosidade, com movimento e brilho incríveis.
 
Usei da seguinte forma: 
Apliquei o shampoo antes de fazer hidratações, nutrições e reconstruções.

Resultado:
O resultado foi muito bom! Claro que meus cabelos ficaram um pouco ressecados logo após a aplicação, como sempre acontece quando usamos algum shampoo antirresíduos, mas pude perceber que a tintura não saiu. A limpeza no couro cabeludo foi satisfatória, meu cabelo ficou bem limpo e os tratamentos que apliquei a seguir foram mais efetivos do que quando uso um shampoo comum. O cheiro não é bom, de fato, mas dá pra aguentar. Gostei bastante do produto!

Nota (de 0 a 10): 9,0

Tenho usado este shampoo uma vez por semana e a tintura não está sendo prejudicada. Gostaria de testar o fluido Detox, da mesma linha, para ver o que acontece.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Testei: Máscara para cílios THE FALSIES - Maybelline

Nos últimos meses venho testando a máscara para cílios THE FALSIES, da Maybelline.




O produto vem com um aplicador especial.


Efeito cílios postiços com Volum' Express® The Falsies™ Maybelline Máscara de Cílios lavável. The Falsies deixa os cílios 2x mais visíveis da raiz às pontas. Fórmula com pró-keratina + aplicador curvo garantem o efeito cílios postiços.
 
Usei da seguinte forma: 
Depois de curvar meus cílios com o curvex, apliquei duas camadas da máscara.

Resultado:
O resultado foi bom. Meus cílios ficaram mais longos, mais destacados e com mais volume. Porém, percebi que é necessário usar o curvex antes da aplicação, pois o pincel não curva os pelos conforme o prometido. Também notei que é preciso aplicar a máscara com muuuuuito cuidado, pois a curvatura do pincel facilita os borrões acidentais.

Nota (de 0 a 10): 8,0

Observação: Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que ainda prefiro a máscara para cílios Colossal!!!! rs

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Resenha: NÃO NASCEMOS PRONTOS! - Mário Sérgio Cortella





O livro Não nascemos prontos!, do escritor, professor e filósofo Mário Sérgio Cortella traz uma coletânea de reflexões, também chamadas de pensatas, sobre nosso cotidiano e os tempos atuais. Falando sobre educação, tecnologia, relacionamentos e, principalmente, sobre nossas crenças e costumes, o autor nos convida a pensar de maneira mais ampla, a enxergar além do óbvio. 

Dentre as pensatas desse livro, as que mais gostei foram:

- Não nascemos prontos! (leia AQUI): o texto fala sobre a constante construção e reconstrução do homem ao longo da vida. Mostra como a insatisfação nos incentiva a mudar, a continuar buscando sempre a melhor versão de nós mesmos;

- O naufrágio de muitos internautas: é uma reflexão a respeito do volume incrível de informação a que estamos expostos todos os dias. Discute se estamos aptos a escolher o que aprender, o que ler, o que acessar;

- Destino, um confortável desejo (leia AQUI): questiona a noção de destino, de que tudo está escrito de maneira imutável e irrevogável. Comenta também sobre a nossa responsabilidade sobre nossas próprias escolhas. 

Um convite à Filosofia é sempre muito bem vindo, pois é refletindo que podemos nos tornar pessoas mais conscientes, mais compreensivas e mais empáticas. 


Veja a resenha em vídeo:


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Testei: Máscara TRESemmé - Hidratação Profunda

Uma máscara que me surpreendeu bastante nos últimos tempos foi a Hidratação Profunda, da TRESemmé:



Confesso que não tinha botado muita fé nela, pois 1kg de creme por apenas R$18 é pra desconfiar, né? rs

O Creme de Tratamento reconstrói a estrutura dos fios, realinhando as cutículas e prevenido o aparecimento de pontas duplas.
 
Usei da seguinte forma: 
Lavei meu cabelo com um shampoo transparente (Pantene Brilho Extremo) ou então um shampoo antirresíduos (Detox Acquaflora). Depois, tirei o excesso de água com uma toalha e apliquei a máscara, enluvando as mechas uma a uma. Deixei agir por 20 minutos e retirei o produto com água abundante.

Resultado:
O resultado foi melhor do que eu esperava. Apesar de ter um cheirinho um tanto quanto enjoativo, a máscara hidratou meu cabelo de maneira satisfatória, deixando-o bem macio. Os fios ficaram alinhados e desembaraçados. 

Nota (de 0 a 10): 9,0

Observação: Claro que não foi uma coisa excepcional, mas a relação custo/benefício foi muito boa. Nestes tempos de crise, toda e qualquer economia é super bem-vinda!! :)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Resenha: 50 GRANDES MESTRES DA PSICOLOGIA (Tom Butler-Bowdon)

Para quem curte resenhas e gostaria de ampliar seus conhecimentos no campo dos estudos da mente, um ótimo livro é o 50 GRANDES MESTRES DA PSICOLOGIA, de Tom Butler-Bowdon:




O autor fez 50 resenhas sobre grandes clássicos da Psicologia, como por exemplo "A interpretação dos sonhos", de Sigmund Freud e também de obras mais modernas e contemporâneas, como "O que nos faz felizes", de Daniel Gilbert. 




De acordo com o autor, O foco está em "psicologia para não psicólogos": obras especializadas, mas que todos podem ler e compreender, ou mesmo livros que foram escritos diretamente para o público em geral. Sendo assim, todos podem e devem ter acesso a este livro, pois não se trata de uma obra hermética, fechada, misteriosa. Aliás, todos os livros podem ser lidos por todas as pessoas, mesmo que o leitor não domine a área em questão. Afinal, ler é uma das melhores maneiras de aprender coisas novas, não é mesmo?

Para maiores detalhes, veja a resenha em vídeo:


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Resenha: INTELIGÊNCIA EMOCIONAL (Daniel Goleman)

Um ótimo livro de referência para quem estuda Psicologia ou para aqueles que se interessam pelo assunto é  INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, de Daniel Goleman. Na obra, o autor discorre sobre vários tópicos que estão relacionados ao conceito de Inteligência Emocional, fazendo um apanhado das pesquisas científicas realizadas nos últimos anos sobre o tema.




A obra é dividida em cinco partes:
- O cérebro emocional;
- A natureza da Inteligência Emocional;
- Inteligência Emocional Aplicada;
- Momentos Oportunos;
- Alfabetização Emocional.

Com várias referências e citações de trabalhos científicos, o trabalho de Daniel Goleman é bastante sério, importante e completo. Através dessa leitura, podemos perceber o quanto é importante termos um QE (Quociente Emocional) elevado, a fim de vivermos em maior harmonia com nós mesmos e com os outros ao nosso redor. 

Para saber maiores detalhes, veja a resenha em vídeo:




Leia também outros posts aqui do blog relacionados ao tema:





sábado, 20 de fevereiro de 2016

As Vantagens da Alfabetização Emocional

O psicólogo Daniel Goleman, em seu famoso best-seller INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, faz uma lista das habilidades que crianças submetidas aos programas de Alfabetização Emocional obtiveram:

AUTOCONSCIÊNCIA EMOCIONAL

- Melhora no reconhecimento e designação das próprias emoções;
- Maior capacidade de entender as causas dos sentimentos;
- Diferenciar sentimentos e atos.

CONTROLE DE EMOÇÕES

- Melhor tolerância à frustração e controle da raiva;
- Menos ofensas verbais, brigas e perturbação na sala de aula;
- Maior capacidade de expressar adequadamente a raiva, sem brigar;
- Menos suspensões e expulsões;
- Menos comportamento agressivo e autodestrutivo;
- Mais sentimentos positivos sobre si mesmo, a escola e a família;
- Melhor no lidar com a tensão;
- Menos solidão e ansiedade social.

CANALIZAR PRODUTIVAMENTE AS EMOÇÕES

- Melhor comunicabilidade;
- Maior capacidade de se concentrar na tarefa imediata e prestar atenção;
- Menor impulsividade; mais autocontrole;
- Melhores notas nas provas.

EMPATIA: LER EMOÇÕES

- Maior capacidade de adotar a perspectiva do outro;
- Melhor empatia e sensibilidade em relação aos sentimentos dos outros;
- Melhor no ouvir os outros.

LIDAR COM RELACIONAMENTOS

- Maior capacidade de analisar e compreender relacionamentos;
- Melhor na solução de conflitos e negociação de desacordos;
- Melhor na solução de problemas de relacionamentos;
- Mais assertivo e hábil no comunicar-se;
- Mais benquisto; amistoso e envolvido com os colegas;
- Mais procurado pelos colegas;
- Mais preocupado e atencioso;
- Mais "pró-social" e harmonioso em grupos;
- Maior partilhamento, cooperação e prestatividade;
- Mais democrático no lidar com os outros.
(Daniel Goleman - Inteligência Emocional)



Diante de todas essas vantagens, por que não alfabetizar emocionalmente nossas crianças desde cedo? Certamente, isso geraria adultos mais fortes, capazes e equilibrados.





quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Resenha: 70 HISTORINHAS (Carlos Drummond de Andrade)

Para quem está procurando uma leitura de entretenimento de altíssima qualidade, a dica é o divertido 70 HISTORINHAS, do brilhante escritor e poeta Carlos Drummond de Andrade:




O livro é uma coletânea de contos e crônicas do autor, lançado em 1978 pela Editora Record. Ao longo das páginas, podemos encontrar historinhas curtas a respeito de temas diversos, algumas com tom leve e divertido, outras com uma profundidade ímpar escondida nas entrelinhas. Temos contos quase infantis, inocentes, escritos em linguagem simples, e outros super bem redigidos, com vasto vocabulário e riqueza de metáforas. 

As historinhas que mais me agradaram foram:

- CORAÇÃO SEGUNDO (Leia AQUI): conta a história de um homem que, cansado de sobrecarregar seu coração com emoções, decide instalar em seu peito um coração segundo, ou seja, um coração artificial. "De acrílico, de fórmica, de isopor, meticulosamente combinados, fiz meu segundo coração, para enfrentar situações a que o primeiro, o de nascença, não teria condições de resistir." 
Nesse conto o autor mostra como a empatia nos torna mais humanos, mais próximos de nós mesmos, e como a indiferença nos torna doentes e isolados socialmente.


- O TELHADO: esse conto, a meu ver, fala sobre o vitimismo e as crenças que temos a respeito de nós mesmos e do mundo. Biguá, um homem que morava no morro, vê seu barraco ser parcialmente destruído após uma chuva torrencial. Ignorando todas as chances de superar essa situação, rechaçando as palavras de incentivo dos colegas e conhecidos, Biguá se afunda em uma espiral de pessimismo crônico. O autor nos mostra, de maneira subliminar, como as nossas crenças nos definem e guiam nosso comportamento frente ao mundo.


- QUADRO NA PAREDE: esse é um conto muito bem escrito, em forma de um duelo verbal muito bem estruturado. Durante o café da manhã, o Sr. e a Sra. Borges discutem por causa de um quadro torto na parede. Os argumentos deixam transparecer mágoas antigas e acumuladas durante os longos anos de convívio do casal. O autor mostra como ressentimentos que querem explodir encontram, nas coisas pequenas do dia a dia, sua chance de vir à tona.


- BONECA TRISTE (Leia AQUI): é a história de um homem obcecado por uma boneca. Ele vaga por lojas e exposições procurando por uma boneca que sumiu de sua casa, e, ao longo da leitura, ficamos na dúvida se se trata de uma boneca mesmo ou de uma mulher. É um conto enigmático! rs

 
- JACARÉ DE PAPO AZUL: em forma de diálogo e narrado em primeira pessoa, essa historinha lembra bastante Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Um caçador de jacarés bastante comunicativo conta suas aventuras com um jacaré de papo azul, que um dia apareceu no rio onde ele costumava caçar e tornou-se seu amigo. O narrador conta como começou sua amizade com o bicho, e o curioso é perceber que somente após esse episódio o homem se deu conta de que seu ofício era matar seres vivos. Seu conflito moral se mostra ao longo da narrativa, e no final fica evidente que a necessidade física e financeira é, na maior parte das vezes, mais forte do que nossos ideais. 

É um livrinho muito agradável de ser lido, e seu estilo leve e despretensioso mostra a grandeza de Drummond, nosso grande escritor brasileiro!

Veja a resenha em vídeo:


Boneca Triste (Carlos Drummond de Andrade)

Galeria Stvdivs, em Laranjeiras. Hora quase sem movimento. Entra um senhor de cabelos grisalhos e percorre lentamente a exposição de bonecas do século XIX. Pára mais tempo diante da peça n.º 14, examinando-a com atenção. Fala sozinho:
— Deve ser essa.
Faz um gesto de carinho no ar, como se tivesse a boneca no colo, e repete:
— Tenho quase certeza de que é essa.
Passeia os olhos em redor, à procura de alguém. Aproxima-se uma jovem, que pergunta:
— O senhor deseja alguma coisa?
— Desejo sim. Pode me informar se essa boneca anda?
— Pois não. Embora não tenha pernas articuladas, ela anda. E tem choro.
— Choro? Tem certeza que ela chora, em vez de rir?
— Olhe, cavalheiro, nunca vi boneca dando risada. E está não é a única chorona da coleção, veja bem. A de n.º 7, do fabricante alemão Handwerk, também tem choro, se o senhor puxar o fio.
— A vida é dura também para as bonecas, eu sei. Pois olhe, estava quase jurando que esta ria. Não estrondosamente, é claro, mas ria. É tão parecida, se não for a mesma.
— Parecida com qual?
— Com outra do mesmo tipo, mesmos cabelos, que comprei há muitos anos numa loja de antiguidades da Rua Chile. A loja do Marques dos Santos, lembra-se?
— Acho que não sou desse tempo… O Professor Marques dos Santos, é?
— Ele mesmo. Uma boneca francesa como essa aí, com assinatura incompleta.
— Essa também tem assinatura incompleta: Paris 501.
— Então é a mesma!
— Perdão, esta pertence a D. Sylvie Renault, e veio diretamente da Europa.
— A senhorita garante que veio diretamente?
— É o que está na ficha. Não há razão para duvidar.
— Não estou duvidando. Estou procurando me esclarecer.
— Desculpe, mas que interesse tem o senhor nisso?
— A senhorita vai zombar de mim se eu lhe disser.
— Absolutamente. Pode falar à vontade.
— A senhorita acredita… na alma das bonecas?
— Hem?
— Eu não disse que ia zombar? Estou vendo pelo seu sorriso.
— Bem, achei a pergunta engraçada, mas não tive a intenção de zombaria.
— Todos acham a pergunta engraçada. Por isso mesmo eu não a faço mais a ninguém. Agora, no meio de tantas bonecas, e vendo o seu interesse em me ser útil, eu me animei… Desculpe, estamos conversados.
— Não. Continue. Fale na alma.
— Das bonecas? Aquela a que me refiro tinha alma, uma alma especial, própria de boneca, isso tinha.
— O senhor a comprou para sua filha, ou era colecionador?
— Nunca tive filha e nunca fui colecionador de nada.
— E então?
— Então, comprei a boneca exatamente porque não tinha filha nem filho. E também porque ela me pediu que a levasse.
— A boneca? Pediu de que maneira?
— Senti que ela me pedia, menos pelos olhos, que se moviam docemente, sem parecer mecânicos, do que pelo ar, entende? Ar muito especial, de esperança, de desejo triste. Acha que estou mentindo?
— Eu não disse nada.
— Não disse, mas está achando. É natural. Todos acham. Mas senti que a boneca precisava de mim, como eu, de repente, comecei a precisar dela. Levei-a para casa, minha mulher achou ridículo, fez uma cena.
— Por tão pouco.
— A partir daí, não nos entendemos mais, eu e minha mulher. Tentei convencê-la de que a boneca deveria nos aproximar, em vez de nos dividir. Que era uma espécie de filha, representando a que não tivemos. E como filha a tratei sempre, o que mas irritava minha mulher, incapaz de nos compreender, a mim e à boneca.
— Estou imaginando as consequências.
— Bem, acabou em separação e desquite.
— O senhor ficou com a boneca.
— Eu tinha que ficar com ela, não havia outra solução. Passou a ser para mim um resumo da filha que não nasceu, da mulher que foi embora, das mulheres em geral. Sentia amor e respeito, amor e devoção. E a pobrezinha chorava.
— Mas isso não é comum nas bonecas?
— Nela era diferente. Era choro humano, e chorava por mim. O choro me impressionava, me doía. Eu não a fizera feliz. Comecei a reeducá-la. Levei-a a passeio, viajei, viajamos. Queria ensiná-la a sorrir. Custou, mas consegui. Esse dia foi uma festa, pulei e cantei de felicidade. Daí por diante, ela parecia outra. Sorria, ria, não estou mentindo não, que interesse tenho em mentir? Vivemos felizes algumas semanas, as mais belas de minha vida. Até que um dia…
— Um dia…?
— Ela também foi embora. Com seus próprios pés, com suas pernas desarticuladas.
— Furtada talvez.
— Não houve furto. Nenhum sinal de ladrão. O apartamento, rigorosamente fechado. Fugiu. Tenho certeza que fugiu, talvez porque só ficara alegre para me contentar, e era uma boneca que não fora feita, melhor, não nascera para ser alegre.
Fez uma pausa. Olhou uma última vez para a boneca n.º 14:
— Procurei-a por toda parte. Como ia achar uma boneca fugida no Rio de Janeiro? Hoje, lendo a notícia desta exposição, vim aqui espiar, reparar. Pensei que fosse aquela. Não é. Muito obrigado, senhorita. Nunca se encontra uma boneca fugida, cuja natureza tentamos modificar.
(Carlos Drummond de Andrade) 



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Como aprender Inglês com Música - Atividade 01 - TRADUÇÃO

Conforme exposto nesse post aqui, é perfeitamente possível aprender Inglês ouvindo, cantando e estudando nossas canções favoritas. Para ajudar o estudante autodidata nessa jornada, resolvi postar uma série de atividades que desenvolvi quando aprendi a Língua Inglesa, a fim de compartilhar as estratégias que uso até hoje com meus alunos de idiomas. 
Serão várias estratégias, cada qual com suas características e peculiaridades. Não sou partidária de nenhuma abordagem ou método em particular, pois penso que não existe um método "perfeito" que sirva para TODAS as pessoas, assim como não existem somente pontos positivos e negativos em cada abordagem do ensino de idiomas.
Postarei aqui sugestões de atividades que poderão ser adaptadas de acordo com as necessidades e preferências de cada estudante ou professor. Além disso, as atividades podem ser realizadas em outros idiomas também, basta fazer a devida adaptação.

Sendo assim, LET'S GO!!!


**ATIVIDADE 01: Tradução**


Passo 1:
Primeiro, escolha uma canção que lhe agrade. Pode ser de qualquer ritmo ou estilo musical, contato que você goste dela o suficiente para trabalhar em sua letra sem enjoar. Se não tiver a letra, procure nos sites da Internet, como por exemplo o letras.mus.br

Passo 2:
Depois de escolher a música, copie em um caderno a letra, sempre pulando uma linha. Se quiser, pode digitar, mas não sucumba à tentação de copiar e colar o texto. Quando copiamos algo escrevendo, nosso cérebro memoriza a grafia das palavras de maneira mais permanente e profunda. Veja o exemplo:

Exemplo tirado do meu caderninho de Francês. Não reparem na péssima letra!! hehehe


Passo 3:
Conforme a imagem mostra, o terceiro passo é tentar traduzir, verso por verso, a canção que escolhemos. Você pode usar um dicionário ou então o Google Tradutor  para lhe ajudar. ATENÇÃO: não digite a frase toda no tradutor, tente traduzir e recorra à ajuda somente nas palavras ou expressões que você não conhece. Afinal, é traduzindo e tentando contextualizar a mensagem que você vai conseguir ampliar seus conhecimentos!

Passo 4:
Depois de traduzir o texto, volte lá no letras.mus.br e confira a tradução. Veja onde você acertou, onde você errou... Se você tiver a sorte de ter um professor de inglês por perto ou então algum amigo, conhecido ou parente que domine o idioma e possa lhe auxiliar, peça ajuda! Dê uma olhada em seus erros e acertos e corrija o que estiver errado.

Passo 5:
Muito bem, agora vamos à fase auditiva do exercício: você vai ouvir a canção, acompanhando a letra e tentando prestar o máximo de atenção possível na pronúncia das palavras. Ouça uma, duas, três vezes, até que as palavras soem naturais ao seu ouvido. 

Passo 6:
Este último passo é o mais difícil. Agora que você já traduziu a letra e ouviu bastante a pronúncia das palavras, é hora de tentar cantar junto com seu artista preferido. Lembre-se: não é necessário cantar BEM, mas sim tentar pronunciar as palavras de maneira correta.



Para maiores informações, veja esta resenha em vídeo:


Testei: Máscara Reconstrutora Complete Repair - AMEND

Uma máscara que me surpreendeu MUITO foi a Máscara Reconstrutora Complete Repair, da AMEND.




Age no interior da fibra capilar danificada reconstruindo e reparando os danos. Reconstrói áreas danificadas, aumentando a resistência dos fios à quebra, mantendo os cabelos protegidos, hidratados, macios e brilhantes. 

Usei da seguinte forma: 
Lavei meu cabelo com um shampoo transparente (Pantene Brilho Extremo) somente uma vez. Depois, tirei o excesso de água com uma toalha e apliquei a máscara, enluvando as mechas uma a uma. Deixei agir por 20 minutos e retirei o produto com água abundante.

Resultado:
O resultado foi surpreendente! Eu não estava achando, em princípio, que essa máscara seria tãaaao boa assim. No entanto, meus cabelos deram uma ressuscitada mesmo! Senti os fios mais encorpados, resistentes e alinhados. O frizz diminuiu muito e o efeito positivo se estendeu por alguns dias.

Nota (de 0 a 10): 9,5 (Só não dei 10 porque o cheiro é bem enjoativo!)

Observação: Percebi que o resultado ficou melhor quando apliquei essa máscara sozinha, sem o Glicopan Pet. Sim, eu costumo usar o Glicopan praticamente uma vez por semana, e sempre obtenho um ótimo efeito. Porém, com essa máscara não deu muito certo, pois meu cabelo ficou duro e pesado. Sendo assim, vou começar a usá-la sozinha daqui por diante.

Já testei também a ampola de tratamento da mesma linha, leia o post AQUI.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Resenha: SLANG - Gírias Atuais do Inglês

Um livro bastante útil para quem estuda a Língua Inglesa é SLANG - Gírias Atuais do Inglês, de Jack Scholes:





A obra é um compêndio das gírias e expressões coloquiais do Inglês atual. De maneira prática, descontraída e divertida, o autor nos passa seus conhecimentos acerca do Inglês informal, falado no dia a dia, e que geralmente não vem demonstrado nos livros didáticos. Com a leitura, podemos deixar nosso Inglês mais próximo ao idioma que se fala nas ruas, nas reuniões de amigos, na TV e também nas músicas. 




Os verbetes vêm em ordem alfabética, e cada um deles é explicado detalhes e contextualizado em uma frase de exemplo. Sinônimos também são dados, para facilitar a associação do leitor.

E temos também o hilário Activity Book, da mesma coleção, que auxilia a internalização daquilo que o estudante aprendeu através de atividades variadas:

 

 Veja, por exemplo, a atividade referente à maneiras de descrever uma pessoa:




Eu gosto muito desses livros, pois aprendi bastante coisa com eles. É óbvio e evidente que o aprendizado de gírias e expressões coloquiais de um idioma é de suma importância, afinal, a língua é viva e dinâmica e não podemos ficar presos somente às formas formais. Fala sério, aprender a xingar em outro idioma é maneiríssimo, né? Se liga, não vai ficar por fora, mano! hahaha 

Veja a resenha em vídeo:


Resenha: CORAÇÃO DE VIDRO (José Mauro de Vasconcelos)

Li Coração de Vidro quando criança, por volta dos 9 anos de idade e me lembro nitidamente do quanto esse livro me tocou na época. Com histórias simples e bastante tocantes, a obra fala sobre temas universais na vida de todos nós. 




O livro contém quatro pequenas historinhas, e todas elas se passam numa fazenda. Essas histórias são narradas em primeira pessoa, mostrando a perspectiva e os sentimentos de quatro personagens:  um pássaro azulão, um peixe vermelho, um cavalo dourado e uma mangueira-moça. 
Veja uma pequena sinopse de cada historinha:

* História nº 1: A missa do Sol
O conto relata a trajetória de um passarinho azul que foi tirado de seu habitat natural e preso numa gaiola. Os sentimentos de impotência, solidão e tédio são descritos de maneira muito sensível e melancólica.

* História nº 2: O Aquário
Clóvis, um peixe vermelho bastante vaidoso e esnobe, é tirado do açude da fazenda e levado para uma loja de animais de estimação. Incomoda-se com o ambiente e com os novos colegas, até que é comprado por uma mulher rica e tem seu próprio aquário. Entretanto, ele percebe que a solidão pode ser pior do que o desconforto material e físico.

* História nº 3: O cavalo de ouro
Saturno, um cavalo dourado extremamente elegante e bonito, é levado do convívio da família para ser treinado como cavalo de corrida. Desafortunadamente, sofre um pequeno acidente e é colocado de lado porque não pode mais correr. Esse conto mostra claramente o quanto as pessoas valorizam as outras enquanto delas podem tirar algum benefício e/ou vantagem, e como se tornam insensíveis e ingratas quando não precisam mais do outro.

* História nº 4: A Árvore
Dona Candoca é uma frondosa mangueira-moça que vive no fundo do pátio da fazenda. Tem uma vida tranquila e é a melhor amiga do "príncipe", um garotinho de quatro anos que todos os dias conta-lhe todas as suas aventuras e emoções. Porém, um dia o menino cresce e vai embora. A história mostra como podemos, sem querer, valorizar pessoas que não nos dão valor algum.

Temos algumas temáticas comuns aos quatro contos, como:
- A valorização da liberdade;
- Saudade e nostalgia;
- A questão da solidão a que todos estamos expostos;
- O respeito aos animais como seres que possuem sentimentos, consciência e inteligência;
- A preservação da natureza e do meio ambiente;
- Os efeitos nocivos da intervenção do homem no habitat natural dos animais e das plantas.

Certamente, é um livro muito adequado para despertar sentimentos de empatia nas crianças, pois o autor deixa bem claro, em várias passagens, o quanto a intromissão humana pode ser nefasta na natureza. Além disso, vendo o mundo através dos olhos de um bichinho ou de uma árvore, o jovem leitor pode criar valores positivos e respeitosos em relação a todos os seres vivos. Super indico!

Veja a resenha em vídeo:


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Bolachinhas de Avelã com Chocolate

Uma das coisas mais gostosas do mundo são as bolachinhas caseiras. Redondas, quadradas ou até mesmo em formatos artísticos, seu sabor e crocância alegram nossos corações instantaneamente!


Minha singela homenagem ao eterno David Bowie!! hahaha


Você vai precisar de:
- 2 xícaras (chá) de farinha de trigo;
- 1/2 xícara (chá) de amido de milho;
- 3/4 xícara (chá) de açúcar;
- 1 pitada de sal;
- 1 1/2 xícara (chá) de manteiga ou margarina sem sal;
- 1 gema;
- 1 xícara (chá) de avelã (triturar antes de misturar à massa).

Coloque em uma tigela os ingredientes secos. Junte a manteiga, misturando até obter uma farofa grossa. Adicione a gema e o ingrediente escolhido para dar o sabor. Amasse, delicadamente, até obter uma massa maleável. Embale em filme plástico e leve à geladeira por 1 hora.
Abra uma bolinha de massa na palma da mão. Corte as bolachinhas, com cortador próprio, no formato que desejar. Coloque sobre uma assadeira, sem untar, e asse no forno preaquecido.
Depois que as bolachinhas esfriarem, você pode banhá-las em um pouco de chocolate meio-amargo derretido, fazendo a decoração de sua preferência.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

CORAÇÃO SEGUNDO (Carlos Drummond de Andrade)

De acrílico, de fórmica, de isopor, meticulosamente combinados, fiz meu segundo coração, para enfrentar situações a que o primeiro, o de nascença, não teria condições de resistir. Tornei-me, assim, homem de dois corações. A operação sigilosa foi ignorada pelos repórteres. Eu mesmo fabriquei meu coração novo, nos fundos da casa onde moro. Nenhum vizinho desconfiou, mesmo porque sabem que costumo fechar-me em casa, semanas inteiras, modelando bonecos de barro ou de massa, que depois ofereço às crianças. Oferecia. Meus bonecos não têm arte, representam o que eu quero. Fiz um Einstein que acharam parecido com Lampião. Para mim, era Einstein. Os garotos riam, tentando adivinhar que tipos eu interpretara. Carlito! Não era. Às vezes, não sei por quê, admitia fosse Carlito. Nunca dei importância a leis de semelhança e verossimilhança, que sufocam toda espécie de criação.
Mas, como disse, fiz meu coração sem ninguém saber. E à noite, em perfeita lucidez, abrindo o peito mediante processo que não vou contar, pois minha descrição talvez horrorizasse o leitor, e eu não pretendo horrorizar ninguém — abrindo o peito, instalei lá dentro esse coração especial, regulado para não sofrer. Ao mesmo tempo, desliguei o outro. Como? Também prefiro não explicar. Possuo extrema habilidade manual, aguçada à noite, e sei o que geralmente se sabe dos órgãos do corpo e suas funções e reações, depois que ficou na moda tratar dessas coisas em jornais e revistas. Além disso, minha capacidade de resistir à dor física sempre foi praticamente ilimitada. Desde criança. Mas as dores morais, as dores alheias, as dores do mundo, acima de tudo, estas sempre me vulneraram. Recompus a incisão, senti que tudo estava perfeito, e fui dormir.
Na manhã seguinte, ao ler as notícias que falavam em fome no Paquistão, guerra civil na Irlanda, soldados que se drogam no Vietnã para esquecer o massacre, explosão experimental de bombas de hidrogênio, tensão permanente no Canal de Suez, golpes vitoriosos ou malogrados na América Latina, bem, não senti absolutamente nada. O coração funcionava a contento. Fui para o trabalho experimentando sensação inédita de leveza. No caminho, vi um corpo de homem e outro de mulher estraçalhados entre restos de um automóvel. Pela primeira vez pude contemplar um espetáculo desses sem me crispar e sem envenenar o meu dia. Fitei-o como a objetos de uma casa expostos na calçada, em hora de mudança. E passei um dia normal. Trabalho, refeições, sono, igualmente normais, coisa que não acontecia há anos.
Meu coração fora planejado para evitar padecimento moral, e desempenhava bem a função. Assisti impassível a cenas que antes me fariam explodir em lágrimas ou protestos. Felicitei-me pela excelência. Mas aí começou a ocorrer um fenômeno desconcertante. Eu, que não sofria com as doenças que me assaltavam, passei a sentir reflexos de moléstias inexistentes. Simples corte no dedo, sem inflamação, afligia-me como chaga aberta. Dor de cabeça que passa com um comprimido ficava durante semanas. Meu corpo tornou-se frágil, exposto ao sofrimento. E eu não tinha nada. Consultei especialistas. Fiz checkup, não se descobriu qualquer lesão ou distúrbio funcional. Eram apenas imotivadas, gratuitas. Meu coração nº 2 passava pela radiografia sem ser percebido. Irredutível à dor moral, era invisível a aparelhos de precisão.
Comecei a sofrer tanto com os meus males carnais que a vida se tornou insuportável. A dor aparecia especialmente em horas impróprias. Em reuniões sociais. Em concertos. No escritório, ao tratar de negócios.Então fazia caretas, emitia gemidos surdos, assumindo aspecto feroz. Assustavam-se, queriam chamar ambulância, eu recusava. Tinha medo de que descobrissem o coração fabricado.
Outra coisa: as crianças começaram a achar estranhos meus bonecos, não queriam aceitá-los. Sempre gostei de crianças. E elas me repeliam. Esmerei-me na feitura de peças que pudessem cativá-las, mas em vão.
Hoje vi um homem encostado a um oiti, diante do mar. Sua expressão de angústia dava ao rosto o aspecto de chão ressecado. Tive pena dele. Surpreso, ignorando tudo a seu respeito, mas participando de sua angústia e trazendo-a comigo para casa.
Agora à noite, decidi-me. Voltei a abrir o peito e examinei o coração segundo. Com pequena fissura no isopor, já não era perfeito. Ao tocá-lo, as partes se descolaram. Inútil restaurá-lo. Joguei fora os restos, liguei o antigo e fechei o cavername. Talvez pela falta de uso, sinto que o coração velho está rateando. Que fazer? E vale a pena fazer? A manhã tarda a chegar, e não encontro resposta em mim.
(Carlos Drummond de Andrade) 


 

Mini Cheesecake

Uma novidade que certamente vai animar a criançada é a deliciosa MINI CHEESECAKE!





Você vai precisar de:
- 2 colheres (sopa) de leite condensado;
- 1 xícara (chá) de ricota esfarelada;
- 3 colheres (sopa) de cream cheese;
- Raspinhas de 1 limão;
- 12 biscoitos de leite redondos.

Em uma tigela, misture a ricota, o cream cheese, o leite condensado e as raspinhas de limão. Mexa bem até obter uma pasta homogênea. Passe a pasta nas bolachas de leite e depois cubra com a geleia da sua preferência.

É muito fácil de fazer!! :)