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sexta-feira, 11 de março de 2016

Resenha: AS VANTANGENS DE SER INVISÍVEL - Stephen Chbosky




AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL é muito mais do que um livro recreativo para adolescentes. Com uma narrativa sensível e bem envolvente, o autor nos mostra o dia a dia do jovem Charlie. Na companhia de seus amigos Patrick e Sam, o protagonista compartilha com o leitor suas dúvidas, medos, inseguranças e alegrias. 




O livro é ótimo, e o filme também! A adaptação para o cinema foi muito bem feita, o que deu vida e brilho aos personagens originais. Além disso, a trilha sonora é excelente, mostrando o melhor dos anos 90. Muito legal!
A cena do túnel é uma das minhas preferidas. Leia o trecho do livro e assista à cena do filme AQUI.

Quer saber mais detalhes? 
Veja a resenha em vídeo:


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Dica de Filme: DUAS MENTES

Um filme muito bacana para quem estuda Psicologia ou tem interesse em compreender melhor os distúrbios psicológicos é DUAS MENTES (Of Two Minds, EUA, 2012). Com a direção de Jim O'Halon e protagonizado por Kristin Davis, a Charlotte de Sex and the City, a película mostra as dificuldades e as angústias que uma família enfrenta ao abrigar uma pessoa portadora de esquizofrenia.




Billy (Kristin Davis) vê sua vida mudar bastante depois da morte de sua mãe, pois ficou responsável pela tutela de sua irmã Elizabet (Tammy Blanchard), apelidada de Baby. O convívio de Baby com a família fica difícil por conta de suas limitações, uma vez que sofre de esquizofrenia desde os 18 anos de idade e por isso não está acostumada ao convívio social. Diversas dificuldades sociais da personagem são mostradas, inclusive a consciência sobre sua própria condição e a tristeza que ela sente por não poder levar uma vida "normal" com marido, filhos, profissão e etc.

As grandes dúvidas de Billy, ao perceber que sua vida se tornou caótica desde que Baby veio morar com sua família, são: devemos internar um parente que tem problemas psiquiátricos ou tentar mantê-lo em casa? Devemos tratá-lo normalmente ou deixar suas limitações patentes? É possível reintegrar um indivíduo que sofre de um transtorno tão sério à sociedade? 

Ao longo da história, esses questionamentos vão sendo respondidos de maneira bastante sensível e realista. As cenas onde Baby entra em surto são bastante emocionantes, mas pelo menos não são exageradas nem caricaturais como já vi em outros filmes e novelas, pois mostram essa situação tão triste de maneira respeitosa e delicada, sem sensacionalismo.




Uma coisa que me agradou muito nesse filme foi como a interação de Baby com os cavalos do rancho de sua tia foi retratada. Tenho plena convicção de que o convívio com os animais é absolutamente terapêutico, pois os bichinhos têm, de fato, uma sensibilidade extra para lidar com as pessoas que os amam e respeitam. 

É um filme triste, de fato, mas bastante interessante para quem se interessa pelas questões que cercam a mente humana e para aqueles que trabalham na área da Saúde. Recomendo!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Dica de Filme: A CHAVE MESTRA

Um dos melhores filmes de terror e suspenses que já vi na vida é A CHAVE MESTRA (The Skeleton Key, EUA, 2005). A história é muito interessante e a trama, super bem amarrada.





Veja a sinopse:
Caroline Ellis (Kate Hudson) é uma jovem que acompanha doentes terminais, com o objetivo de juntar dinheiro para poder cursar a escola de enfermagem. Em um de seus trabalhos ela aceita acompanhar um senhor inválido, Ben Devereaux (John Hurt), que mora com sua esposa Violet (Gena Rowlands) em um terreno isolado na cidade de Nova Orleans. O local é famoso pela quantidade de cerimônias místicas lá realizadas, mas Caroline não acredita nestas crendices. Ben sofreu um derrame recentemente, que o deixou praticamente paralisado e mudo. Para que Caroline possa percorrer a casa à vontade, Violet lhe entrega uma chave mestra que abre todas as portas. Porém em suas andanças ela encontra uma porta escondida, localizada atrás de uma estante e no fundo do sótão. Caroline abre a porta com a chave mestra e lá encontra várias antiguidades, espelhos que foram retirados de todos os demais cômodos e ainda artefatos aparentemente ligados à prática de algum tipo de magia.




Histórias de terror têm todo um fascínio, um encanto que nos faz sair de nossos limites normais de raciocínio lógico. É um gênero que produz reações variadas, mas que nunca passa despercebido pelo espectador. O desconhecido assusta, mas também atrai a todos nós. Quem nunca se perguntou se feitiços, poções e sortilégios funcionam de fato?




A CHAVE MESTRA é um ótimo filme por muitos motivos. Além de mostrar um pouco da cultura de New Orleans, a obra aborda a questão das crenças que nós, seres humanos, temos. O poder de uma crença é tremendo, nos fazendo acreditar ou não acreditar em determinadas coisas e eventos, determinando assim nossa interpretação do mundo. Reflita: se suas crenças fossem diferentes do que são, como você veria o mundo? Você seria mais feliz? Você faria coisas que não tem coragem de fazer?
Excelente filme para levar uns sustos e questionar sobre a existência do mundo sobrenatural. Super indico! :)


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Resenha: O Lado Bom da Vida

Ontem terminei a leitura de O Lado Bom da Vida e posso afirmar com todas as letras: o filme saiu bem melhor do que o livro!


 

Não que o livro seja ruim, longe disso, mas achei que a adaptação para o cinema foi bastante feliz. Assisti ao filme há uns meses e esperava que o livro fosse um pouco mais denso, mais profundo. Os diálogos do filme eram bem mais fluídos e significativos, no livro senti um negócio meio superficial, meio simples demais... Claro que isso acontece porque a obra é narrada em 1ª pessoa (Pat conta sua história aos leitores, comentando sobre suas impressões e sentimentos) e isso influi bastante na narrativa, né? Mas não sei, eu esperava mais, bem mais.




A história é muito boa e a adaptação para o cinema ficou fantástica, principalmente na parte do concurso de dança. Robert de Niro estava absolutamente perfeito no papel do pai de Pat (um velho completamente pirado que tinha oscilações de humor de acordo com os resultados dos jogos de Futebol Americano). Bradley Cooper fez um Pat adorável e Jennifer Lawrence simplesmente arrasou no papel da revoltada Tiffany. Gostei muito mesmo do filme, e penso que a história teve um final feliz, apesar de todas as "limitações" psicológicas dos personagens.




No livro, as melhores páginas são escritas por Tifanny, quando esta se faz passar por Nikki. Eis um trecho que me chamou bastante a atenção:

Por causa disso, às vezes não tenho certeza se os muitos anos "sem Pat" existiram; talvez tenham sido apenas uma breve separação que parece ter durado anos. Como uma viagem solitária de carro que leva toda a noite, mas parece ter durado a vida inteira. Ao ver as faixas da estrada passando a cem quilômetros por hora, seus olhos se tornam preguiçosos e sua mente vaga pelas lembranças de toda uma vida - passado e futuro, de memórias de infância a reflexões sobre sua própria morte - até que os números no relógio do painel não significam mais nada. Então o sol nasce e você chega ao seu destino e a viagem é que se torna a coisa irreal, porque aquela sensação surreal desaparece e o tempo volta a fazer sentido.

Gostei também muito da parte em que Pat percebe que Tiffany é muito mais compatível com ele do que Nikki e diz:

Em meus braços está uma mulher que me deu uma Tabela do Observador do Céu, uma mulher que sabe todos os meus segredos, uma mulher que sabe quão problemática é a minha mente, quantos comprimidos eu tomo, e que ainda assim permite que eu a abrace. Há algo de honesto em tudo isso, e eu não consigo imaginar nenhuma outra mulher deitada comigo no meio de um campo de futebol congelado, no meio de uma tempestade de neve, até impossivelmente esperando uma nuvem soltar-se de um nimbo-estrato.
Nikki não teria feito isso por mim, nem mesmo em seus melhores dias.

Lúcido, né? Para um "doente mental", Pat se mostrou absolutamente lúcido neste parágrafo. Afinal, a forma mais intensa e plena de amor é aquela em que não usamos máscaras, é a exposição sem censura de todas as nossas virtudes e defeitos. Pat percebeu que sua amada e idealizada Nikki nunca o enxergou de verdade, mas Tiffany sim, inclusive aceitando todas as suas "limitações". Acredito que esta é a verdadeira intimidade: mostrar-se sem máscaras. E enxergar o outro sem filtros nem projeções.



De qualquer modo, a história é bastante doce, ao menos pra mim. Mesmo em seu processo contínuo de negação, Pat mostrou-se otimista e trabalhou para melhorar-se e evoluir como pessoa. Ele agiu corretamente, de uma certa maneira. O otimismo inocente que tinha o ajudou a se recuperar. Claro que um dia ele teve que encarar a verdade, mas neste estágio ele já tinha começado uma nova vida e estava muito mais fortalecido do que antes. Acredito no otimismo também, apesar de tudo!

UPDATE!!! (27/06/2016)

Assista à resenha em vídeo: