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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

3 Livros para Estudar TARÔ

Um dos melhores autores na linha da Literatura Esotérica e Holística é o alemão Hajo Banzhaf. Conhecido principalmente por seus trabalhos envolvendo o jogo de Tarô, o escritor nos deixou obras práticas e bastante didáticas. Três de suas obras que me agradam muito são:


1) MANUAL DO TARÔ



Nesse livro, temos explicações detalhadas a respeito dos Arcanos Maiores e Menores do Tarô. Temos também relações e analogias que unem os arcanos a outras áreas do conhecimento humano, como a Psicologia, a Literatura, a Mitologia e a Astrologia. Uma ótima obra de referência para quem está começando o aprendizado desse oráculo ou mesmo para que já tem noções básicas do assunto.

2) AS CHAVES DO TARÔ




Obra que se destaca por conter um fichamento das cartas do Tarô, sistematizando seus significados na forma de palavras-chave. Além disso, contém diversos métodos de disposição de cartas, que vão desde jogos voltados ao autoconhecimento até jogos para prever as tendências futuras. Livro ideal para consultas rápidas.
Veja uma resenha completa sobre esse título AQUI.

3) GUIA COMPLETO DO TARÔ




Livro que aborda a jogada "O Caminho", dando sugestões completas de interpretação de cada arcano, de acordo com sua posição no jogo. Ideal para iniciantes que ainda não se sentem completamente seguros no quesito "interpretação das cartas".



Veja também a resenha em vídeo:


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Nada é o que parece ser.

Nada é o que parece ser. O mundo que você criou e vê através da mente pode parecer um lugar bem imperfeito, até mesmo um vale de lágrimas. Mas o que quer que você perceba é somente uma espécie de símbolo, como uma imagem em um sonho. É o jeito pelo qual a sua consciência interpreta e interage com a dança de energia molecular do universo. Essa energia é o material bruto da assim chamada realidade física. Você a vê em termos de corpos e de nascimento e morte, ou como uma luta pela sobrevivência. Existe um número infinito de interpretações diferentes, de mundos completamente diferentes, tudo dependendo do que a consciência percebe. Cada ser é um ponto focal da consciência e cada ponto focal cria o seu próprio mundo, embora todos esses mundos se interliguem. Existe um mundo humano, um mundo das formigas, um mundo dos golfinhos, etc. Existem incontáveis seres cuja frequência de consciência é tão diferente da nossa que provavelmente não temos consciência da existência deles, assim como eles não têm da nossa. Seres altamente conscientes da ligação que mantêm com a Fonte habitam um mundo que para nós pareceria com um domínio celeste. Mas ainda assim todos os mundos são basicamente um só.
(Eckhart Tolle - O Poder do Agora

domingo, 29 de novembro de 2015

Resenha: O PODER DO AGORA - Eckhart Tolle

Na linha da Literatura Holística, Espiritualismo e afins, O Poder do Agora é um dos livros mais comentados do momento. Escrito pelo alemão Eckhart Tolle, a obra fala sobre meditação e religiões orientais, mas com um toque de cristianismo, inclusive citando trechos do Novo Testamento da Bíblia. 




O autor fala sobre como perdemos tempo remoendo o passado ou projetando o futuro. Passamos a maior parte de nossas vidas lamentando ou revendo situações que já passaram (culpa) ou então imaginando o que irá nos acontecer em seguida (ansiedade). Infelizmente, na maior parte das vezes esperamos que coisas ruins e desagradáveis aconteçam, gerando assim o medo. O ideal seria vivermos o momento atual com toda a intensidade possível, pois aí poderíamos nos enxergar como seres inteligentes que podem escolher o que querem trazer para sua realidade e assim, deixaríamos de lado o condicionamento social que nos domina, sufoca e tolhe nosso direito de sermos autônomos, independentes e, acima de tudo, conscientes.
A meditação, prática utilizada há milênios pelos povos orientais, pode nos ajudar a focar nossa atenção no AGORA. Recentemente a ciência tem descoberto que meditar todos os dias é, de fato, uma prática bastante saudável. Pesquisas na área cognitivo-comportamental já demonstram resultados positivos em relação a isso.
Confesso que demorei para ler esse livro. Não sou de enrolar muito, geralmente leio bem rápido, mas os primeiros capítulos foram bastante morosos, acho que pelo modo como o autor se expressou. Achei que eram muitos conceitos soltos sem chegar a uma conclusão e quase desisti. Entretanto, a partir do Capítulo 8 (Relacionamentos Iluminados), a leitura deslanchou. Comecei a gostar bastante do que estava lendo e terminei rapidinho, com aquele sentimento de "Ufa! Ainda bem que não desisti!".
Para quem já leu os livros do Osho, os conceitos apresentados em O Poder do Agora não são novidade, mas para quem teve pouco contato com o assunto a leitura pode ser muito surpreendente e enriquecedora. De qualquer forma, valeu a pena ter lido. Gostei! :)


Veja a resenha em vídeo:

 


Leia alguns trechos do livro O PODER DO AGORA:



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Relacionamentos como prática espiritual

Quando a mente e todas as estruturas sociais, políticas e econômicas que ela criou entram no estágio final de colapso, os relacionamentos entre homens e mulheres refletem o profundo estado de crise no qual a humanidade se encontra atualmente. Como os seres humanos têm se identificado cada vez mais com a mente, a maioria dos relacionamentos não tem as raízes fincadas no Ser. Por isso, se transformam em fonte de sofrimento e passam a ser dominados por problemas e conflitos.

Nos dias de hoje, milhões de pessoas vivem sós ou criam os filhos sozinhas, por se sentirem incapazes de estabelecer um relacionamento íntimo ou por não desejarem repetir os dramas doentios de relações anteriores. Outras passam de um relacionamento para outro, de um ciclo de prazer-e-dor para outro, em busca de uma satisfação ilusória, através da união com a polaridade de energia oposta. Outras continuam a viver juntas em um relacionamento em que prevalece a negatividade, em nome dos filhos ou da segurança, pela força do hábito, por medo de ficarem sós, por algum outro acordo “vantajoso” para o casal, ou até mesmo pelo vício inconsciente da excitação provocada pelo sofrimento ou drama emocional.

Porém, toda crise representa não só perigo, mas também oportunidade. Se os relacionamentos energizam e elevam os padrões da mente egóica e ativam o sofrimento do corpo, como está acontecendo agora, por que não aceitar esse fato em vez de tentar escapar dele? Por que não cooperar com ele em vez de evitar relacionamentos ou continuar a perseguir a ilusão de uma companhia ideal, como uma resposta para os problemas ou um meio de encontrar satisfação? A oportunidade escondida dentro de cada crise não se manifesta, até que sejam conhecidos e aceitos todos os fatos, de qualquer tipo, relacionados a uma situação. Enquanto você negá-los, tentar fugir deles ou desejar que as coisas sejam diferentes, a janela da oportunidade não se abre, e você permanece preso àquela situação, que vai continuar a mesma ou vai se deteriorar mais adiante.

O conhecimento e a aceitação dos fatos trazem também um certo grau de distanciamento deles. Por exemplo, quando você sabe que existe desarmonia e retém esse “saber”, significa que surgiu um novo fator através do seu saber e que a desarmonia não poderá se manter inalterada. Quando você sabe que não está em paz, o seu saber cria um espaço de serenidade que envolve a falta de paz em um abraço terno e amoroso, e então transforma a falta de paz em paz. No que se refere à transformação interior, não há nada que você possa fazer a respeito. Você não pode transformar a si mesmo, e é claro que não pode transformar seu companheiro ou qualquer pessoa. Tudo que você pode fazer é criar um espaço para a transformação acontecer, para a graça e o amor penetrarem.

Portanto, sempre que o seu relacionamento não estiver bom, sempre que fizer aflorar a “loucura” em você e em seu parceiro, fique feliz. O que estava inconsciente está vindo à luz. É uma chance de salvação. Sustente, a cada instante, o saber de cada momento, em especial o do seu estado interior. Se houver raiva, saiba que é raiva. Se houver ciúme, defesa, um impulso para discutir, uma necessidade de ter sempre razão, uma criança interior reclamando amor e atenção, ou um sofrimento emocional de qualquer tipo, seja o que for, saiba a realidade do momento e sustente esse conhecimento. O relacionamento passa a ser o seu sadhana, a sua prática espiritual. Se você notar um comportamento inconsciente no parceiro, prenda-o no abraço amoroso do seu saber, de modo que você não tenha uma reação. A inconsciência e o conhecimento não conseguem conviver por muito tempo, mesmo que o conhecimento esteja só com uma pessoa e a outra não tenha consciência do que está fazendo. A forma de energia que existe por trás da agressão e da hostilidade acha a presença do amor absolutamente insuportável. Se você reage à inconsciência do seu parceiro, você também fica inconsciente. Mas se você ficar alerta à sua reação, nada está perdido.

A humanidade está sob uma grande pressão para se desenvolver, porque é a sua única chance de sobreviver como raça. Isso vai afetar cada aspecto da nossa vida e de nossos relacionamentos. Nunca antes os relacionamentos foram tão problemáticos e oprimidos por conflitos como hoje em dia. Você deve ter notado que eles não aparecem para nos fazer felizes ou satisfeitos. Se você continuar buscando um relacionamento como forma de salvação, vai se desiludir cada vez mais. Mas, se você aceitar que o relacionamento está aqui para tornar você consciente em lugar de feliz, então o relacionamento vai lhe oferecer a salvação e você estará se alinhando com a mais alta consciência que quer nascer neste mundo. Para os que se mantiverem apegados aos padrões antigos, haverá cada vez mais sofrimento, violência, confusão e loucura.
(Eckhart Tolle - O Poder do Agora)


sábado, 8 de agosto de 2015

Observando o Pensador

Quando  alguém  vai  ao  médico  e  diz:  “Ouço  uma  voz  dentro  da  minha  cabeça”, provavelmente   será   encaminhado   a   um   psiquiatra.   De   uma   forma   ou   de   outra, praticamente todas as pessoas ouvem uma voz, ou algumas vozes, o tempo todo dentro da cabeça.  São  os  processos  involuntários  do  pensar  –  que  acreditamos  que  não  podemos interromper –, manifestando-se como monólogos ou diálogos contínuos.
Você  já  deve  ter  cruzado  na  rua  com  pessoas  “doidas”  falando  sem  parar  ou resmungando consigo mesmas. Isso não tem nada de diferente do que acontece com você e  com  outras  pessoas  “normais”,  exceto  que  vocês  não  falam  alto.  A  voz  comenta, especula, julga, compara, desculpa, gosta, desgosta, etc. A voz não precisa ser relevante para a  situação  do  momento,  pois  ela  pode  estar  revivendo  o  passado  recente  ou  remoto,  ou ensaiando,  ou  imaginando  possíveis  situações  futuras.  Neste  último  caso,  ela  imagina sempre  as  coisas  indo  mal  e  com  resultados  desfavoráveis.  É  o  que  se  chama  de preocupação. Às vezes, essa trilha sonora e acompanhada de imagens ou “filmes mentais”.
Mesmo que tenha alguma relação com o momento, a voz será interpretada em termos do passado. Isso acontece porque a voz pertence à mente condicionada, que é o resultado de toda a nossa história passada, bem como dos valores culturais coletivos que herdamos. Assim, vemos e julgamos o presente com os olhos do passado e construímos uma imagem totalmente distorcida. Não é raro que a voz se torne o pior inimigo de nós mesmos. Muitas pessoas  vivem  com  um  torturador  em  suas  cabeças,  que  as  ataca  e pune  sem  parar, drenando sua energia vital. Essa é a causa de muita angústia e infelicidade, assim como de doenças.
A  boa  notícia  é  que podemos nos  libertar  de  nossas  mentes.  Essa  é  a  única  libertação verdadeira. Dê o primeiro passo nesse exato momento. Comece a prestar atenção ao que a voz diz, principalmente a padrões repetitivos de pensamento, aquelas velhas trilhas sonoras que  você  escuta  dentro  da  sua  cabeça  há  anos.  É  isso  que  quero  dizer  com  “observar  o pensador”. É um outro modo de dizer o seguinte: ouça a voz dentro da sua cabeça, esteja lá presente, como uma testemunha.
Seja  imparcial  ao  ouvir  a  voz,  não  julgue  nada.  Não  julgue  ou  condene  o  que  você ouve,  porque  fazer  isso  significaria  que  a  mesma  voz  acabou  de  voltar  pela  porta  dos fundos. Você logo perceberá: lá está a voz e aqui estou eu, ouvindo-a e observando-a. Sentir a própria presença não é um pensamento, é algo que surge de um ponto além da mente.
Assim,   ouvir   um   pensamento   significa   que   você   está   consciente   não   só   do pensamento,  mas  também  de  você  mesmo,  como  uma  testemunha  daquele  pensamento. Isso  acontece porque uma  nova  dimensão  da  consciência acabou de  surgir.
Quando  você ouve o pensamento, sente uma presença consciente, que é o seu eu interior mais profundo, por  trás  ou  por  baixo  do  pensamento.  O  pensamento,  então,  perde  o  poder  que  exerce sobre  você  e  se  afasta  rapidamente,  porque  a  mente  não  está  mais  recebendo  a  energia gerada pela sua identificação com ela. Esse é o começo do fim do pensamento involuntário e compulsivo.
(O Poder do Agora - Eckhart Tolle)